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sábado, 20 de julho de 2013

text #10

Autobiográfico

Apaixonada. Dramática. Nostálgica. Amo, venero, idolatro, vibro com a música. Aluna de ciências, com eterna paixão pelas artes. A fotografia, o desenho e a pintura fazem parte de mim. 

Gosto de poesia. Gosto de literatura. Gosto de escrever. Gosto de preto e de branco. Gosto de verde. Amo Lisboa, o Tejo e a Baixa. Amo as suas ruas que exaltam drama, amor e saudade. Quero percorrer o mundo. Quero viajar sozinha de mochila às costas e de câmara fotográfica nas mãos. Sou ansiosa e impulsiva. Sou apaixonada pela vida, 50% sonhadora, 110% racional e mais um tanto de romântica. Gosto de matemática, de biologia e de química. 

Quero ir à Escócia, a Viena e a Paris.

Gosto de pessoas interessantes. Gosto de cinema. Gosto de (...). Gosto do Sol e da chuva. Gosto do nevoeiro e da Lua. Gosto do céu. Gosto de festivais. Gosto de caracóis, de sardinhas e de cozido. Amo o meu país. Não gosto do governo. Não gosto desta crise económica. Não gosto de política, nem de religião (mas estou SEMPRE a par desses assuntos). 

Gosto de astrologia, do Pessoa, do Campos e do Soares. Gosto da Lana Del Rey. Gosto de amores dificeis e de conquistas ainda mais. Gosto de ser discreta, mas gosto de seduzir. Gosto do mar e da cidade. Gosto dos Pink Floyd, dos Guns N' Roses, dos Foster The People e muitos, muitos outros. Acredito no karma. Não sei o que é o Universo. 

Gosto de música portuguesa. Gosto da Scarlett Johansson, da Penélope Cruz, da Keira Knightley, da Natalie Portman, da Drew Barrymoore e da Kate Winslet. Gosto de cinema francês. Gosto de rock. Gosto de música alternativa. Gosto de música, simplesmente. Gosto dos anos 90.

Gosto da Kaya Scodelario, do Chester Bennigton, do Mike Shinoda, do Sting e do Lenny Kravitz. 

Não gosto de ser segunda opção, gosto de escolher e não de ser escolhida. 

Gosto do Johnny Depp, do Brad Pitt e do Edward Norton. Sou possessiva e ciumenta. Detesto que me controlem, detesto ordens e raramente sigo conselhos. Gosto de comer e dormir. Gosto dos pequenos prazeres da vida. Adoro café. Gosto do bacalhau com natas da minha mãe e de picanha à brasileira. Adoro coca-cola. 

Gosto do Chris Martin. Gosto de mãos robustas, olhares simples e honestos e abraços apertados. Sou prática, simples e pragmática. Adoro ser mulher mas detesto a mesquinhês feminina. Sou trapalhona e desajeitada, mas gosto de desporto. Gosto de dança e de artes marciais. Gosto de maquilhagem, mas não em exagero. Gosto de lingerie cara.

Amo o Axl Rose. Gosto de peles morenas mas tenho uma queda para o príncipe Harry. Acho as mulheres árabes lindas.



E já disse que amo fotografia e que venero as artes?

Pronto, é isso.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

random things #9

problema de expressão, o porquê


Há já algum tempo que ando para falar um pouco sobre o blog. Este mês, o blog faz três anos e achei que seria uma boa ocasião para tal acontecer.

A decisão de iniciar um blog proveio das influências (positivas!) duma amiga, autora dos blogs Uninvited e Zahir. Inicialmente, o meu blog tinha um teor muito biográfico, demasiado biográfico. Quando olho para trás e releio excertos antigos de textos que aqui escrevi e publiquei, penso "como pude publicar aqui isto?!". Hoje seria completamente impensável. Mudei muito desde então. A minha escrita inicial aqui publicada revela, na minha opinião, ingenuidade, inocência, imaturidade e até alguma insegurança. Além disso, revela também uma enorme falta de conhecimento de mim própria e da minha forma de ser. Inicialmente, cheguei-me a definir como tendo um "temperamento frio", algo que considero completamente fora de questão nos dias de hoje. Em contrapartida, considero-me atualmente uma pessoa muito, mas mesmo muito, emocional. Em relação à demonstração e expressão dessas emoções e sentimentos, poderá aí residir o meu problema. Mas como diz a minha professora de matemática, "aí a conversa já é outra!".

O blog passou por uma fase em que raramente cá vinha. Deixei de escrever completamente. Digamos que foi uma fase de transição. O ano passado decidi que passaria a tirar mais proveito deste meio, já que o adoro completamente. Hoje, as publicações não se reduzem a posts de textos e afins. Até porque, como já atrás referi, deixei de publicar textos com teor demasiado biográfico. Os textos que atualmente aqui publico possuem um caráter semi-autobiográfico, tendo à mistura um pouco de sonho, de dúvida, de incerteza e, normalmente, repletos de uma intensa carga sentimental. Contudo, como poderão ver o blog deixou de ser um espaço somente para a publicação dos ditos textos. Hoje, dou um bocadinho mais de mim. Publico música, citações, cinema, fotografia, coisas com as quais realmente me identifico e, sobretudo, publico muito amor. Além disso, passei a fazer com alguma frequência "propaganda" ao meu tumblr. As vezes que o fiz não foi de todo em vão. Na verdade, considero o meu tumblr um complemento ideal do meu blog. 

E a questão pela qual alguns de vocês se calhar já se interrogaram: problema de expressão, porquê?

Pois é, o título do blog advém dessa mesma caraterística minha que reside no facto de ter alguma dificuldade em revelar por inteiro sentimentos íntimos. Além disso, é o nome de uma canção que adoro, problema de expressão, dos Clã.

Para concluir, tenho a dizer que ando a pensar em criar uma nova "etiqueta" onde talvez irei expor a minha opinião sobre diversos conteúdos, como se fosse uma crónica. Mas esse é um assunto sobre o qual ainda vou ter muito que refletir. 

E mesmo, mesmo para terminar, aproveito para partilhar a dita canção, que não poderia ser no momento mais adequado!... Enjoy.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

random things #8

Fotografia, uma paixão


Gosto muito de fotografia. 

Esta paixão ou hobbie, como lhe queiram chamar, surgiu em mim muito cedo. O meu pai sempre gostou imenso de fotografia e de fotografar e, involuntariamente, transmitiu-me o seu gosto. 
Aos 12 anos, os meus pais ofereceram-me a minha primeira máquina, uma Sony CyberShot W125, rosa clarinho, muito prática e feminina. Desde aí, o meu gosto pela fotografia foi crescendo gradualmente.


Há cerca de 2 anos, fiz o meu primeiro mini-curso de fotografia, juntamente com o meu pai, através do site Olhares. Gostei imenso, permitiu que aprendesse as bases essenciais e que melhorasse a minha técnica, bem como a capacidade de ver para além da imagem. Sim, porque fotografar vai bastante mais além de um simples clique. Infelizmente, a era digital da fotografia, apesar das suas múltiplas vantagens, contribuiu também para a banalização desta arte. Irrita-me profundamente, a insensibilidade e a ignorância de algumas pessoas em "apreciarem" uma fotografia como se esta fosse, somente, um produto de uma máquina xpto. Obviamente, não podemos desprezar a influência da qualidade do equipamento fotográfico no produto final, mas, fotografar é muito mais do que isso. Fotografar é conseguir captar a alma das pessoas e das coisas. É captar o detalhe, a emoção e o sentimento que cada rosto e cada objeto transmite. Sim, porque as coisas também têm alma. Nós é que andamos demasiado distraídos e não nos apercebemos, mas elas existem e estão lá, nas coisas. E fotografar é isso. É preciso ter amor e prazer na dedicação a esta arte, mas também humildade, simplicidade, tal como em todas as outras.

A máquina que tenho atualmente é ainda bastante simples. Contudo, aprendi alguns truques e técnicas para poder tirar o melhor partido possível da qualidade que ela pode oferecer. De vez em quando, lá vou confiscar a do meu pai, mas em 95% das vezes utilizo a minha. Neste momento, ando a juntar dinheiro para comprar uma reflex. Pessoalmente, prefiro Nikon, mas esta preferência é baseada em parte por laços afetivos, sendo que, tenho que admitir que nunca pesquisei arduamente sobre a qualidade de outras marcas.


E tendo em conta que estamos numa de fotografia, aproveito para dar os meus parabéns ao fotógrafo Daniel Rodrigues que ganhou o primeiro prémio da categoria Daily Life do concurso de 2013 do World Press Photo - muitos Parabéns, Daniel! Atualmente, o Daniel encontra-se desempregado e teve necessidade de vender grande parte dos seus equipamentos fotográficos... Nem imagino a angústia que tal terá causado. Este país - correção -, este governo e estes governantes são uma autêntica tristeza. 

Vejam se acordam para a vida, meus caros.

domingo, 18 de novembro de 2012

text #9


Voltar àquele lugar é como arrancar um pedaço de mim. O coração foge do peito a uma velocidade imensa e se fecho os olhos, por breves instantes, revejo tudo. É como viver tudo, uma vez mais, em meros segundos, como folhas de outono que se dissipam pelo céu, levadas pelo vento, eterno mensageiro.
É como ouvir aquela canção e sentir de novo a dor, em estado puro.
Quando oiço a canção, surgem no meu interior, bailarinas que dançam ao som da minha dor com uma graciosidade dantesca. E todo o espetáculo é único, demasiado belo, demasiado magnífico, exageradamente viciante e doentio. E tanto amor que ali há. E eu choro, emocionada.
À medida que a música prossegue, o ritmo torna-se mais rápido e os movimentos das bailarinas tornam-se também eles mais bruscos e violentos, mais dramáticos. Quanta melancolia espelhada nos seus olhares... E eu choro, choro... Choro de emoção, por amor àquele cenário.
E a música prossegue e o ritmo acelera e os movimentos das bailarinas acompanham a evolução da minha dor. Cada vez mais forte, cada vez mais intensa e apaixonada.
A dor é insuportável, como uma doença que se apodera do corpo. Mói-me aos pedaços, mata-me lentamente, delicadamente. Consome-me.

Mas eu quero voltar àquele lugar, voltar a ouvir aquela canção!
Quero reviver tudo outra vez. Sentir a dor, abraçá-la, amá-la. Sofrer. Sentir o desgosto amargo da ilusão, do engano, da felicidade fingida.

Render-me, redimir-me. Adormecer para sempre.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

text #8


Quando não tens ou não consegues aquilo que queres, ansiedade consome-te. Tentas sempre ir mais além dando o teu máximo. Queres ser perfeita - não aos olhos dos outros, mas sim aos teus próprios olhos - , exiges de ti até ao limite e és perfecionista. Encontras-te sempre de passo adiantado, vivendo cada momento ao segundo. Mas por vezes, tropeças e cais por entre os ponteiros do relógio. Vives muito de memórias e momentos nostálgicos. Fá-lo não por viveres agarrada ao passado, mas porque sabe bem reviver. Sabes o que queres. És um misto de fogo e terra, explosão e serenidade, impulso e sensatez, mistério e prudência. Valorizas o silêncio como ninguém. Gostas de refletir sobre ti e o teu interior. Gostas também de viver a vida  intensamente. És uma apaixonada. Gostas de planear e planear... Mas por vezes, por quereres viver a vida tão intensamente e planeá-la como se fosse um evento único, acabas por te esquecer de viver o presente... E à noite? À noite é o teu momento. É quando expressas as tuas mágoas e alegrias, frustrações e feitos de um coração benevolente, sob a forma de vagas frases, vagas palavras, em meras folhas de papel. 

Também elas esquecidas, também elas gastas pelo tempo... e pela mudança.

Fevereiro de 2011

domingo, 28 de outubro de 2012

text #7


Quando erramos e, subitamente, nos consciencializamos e arrependemos desse mesmo erro, o mundo à nossa volta parece desabar. Parece? Não, desaba mesmo.
Surge a primeira noção de angústia que, lentamente, invade o nosso corpo, o corpo do qual somos donas e com o qual agimos sobre o mundo. Percorrem-no tremores e arrepios. No interior das veias, o sangue gela; no peito há um vazio; na garganta, uma corda tenta sufocar-nos e tirar-nos vida. Respirar, é isso. Respirar, somente, é o que devemos fazer e nem isso conseguimos. E na cabeça? Na cabeça há um latejar dormente que nos mói aos pedaços, que nos vai destruindo e calcinando como se de ferro fossemos feitas. Sentimo-nos míseras, seres repudiáveis, autênticos vermes.
E correm-nos agora as lágrimas pelos traços ainda jovens do rosto. Estamos perdidas, desencontradas e sem norte. Não sabemos o que fazer, nem por onde (re)começar.
As emoções à flor da pele, os sentimentos generosos e apaixonados, a impulsividade, o desejo de querer mais e, sempre mais, trocaram-nos as voltas e atiraram-nos para o fundo do poço. O tempo passa mas continuamos prisioneiras de nós próprias e dos nossos males, presas a um beco sem saída onde voltar atrás já não é solução. Por mais que tenhamos consciência que o caminho seja seguir em frente, o nosso é meramente circular.
A cada passo, o mundo parece-nos mais confuso e nós, cada vez mais distantes da sua realidade. Desgovernadas, destruídas, desamparadas.
No nosso interior, está travada uma batalha, uma batalha contra nós próprias que nunca irá cessar. Conciliam-se mágoa e tristeza, revolta e arrependimento, desejo com nunca mais voltar.
E o meu corpo é espelho do teu e o teu corpo meu espelho é.


Além, além!... Uma luz que se avizinha! Alguém para nos resgatar deste mal eterno.
Oh!... Um lar acolhedor, um leito confortável, uma chávena de chá que nos aquece a alma e o coração.
Paz, plenitude, harmonia. Amor, somente, amor.

Oxalá o tempo voltasse atrás.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

text #6

Chamada de Atenção

Este texto fez parte de um recente trabalho meu para a disciplina de Psicologia B. No entanto, como achei o resultado final interessante, achei por bem publicá-lo no blog.

O ser humano é um ser biologicamente social

A partir do momento em que um novo ser humano nasce que se estabelecem, instantaneamente, os primeiros laços sociais. Pais, irmãos, avós e outros familiares e amigos próximos são o primeiro contato que a criança estabelece com o seu meio envolvente.
Este fenómeno, designado por socialização primária, será o responsável pelo ensino das primeiras normas de vivência em comum entre membros dum determinado grupo social e terá um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo da criança. Durante o período de crescimento e desenvolvimento, a criança aprenderá as regras básicas de relacionamento com as pessoas, os hábitos alimentares e de higiene, as regras de linguagem, bem como aprenderá a reconhecer quais os comportamentos adequados a ter em cada contexto, de acordo com as normas da sociedade onde se encontra inserida. 
No fundo, a criança irá ter como guia de desenvolvimento, os padrões culturais vigentes na sua comunidade. Isto é, os comportamentos, práticas, crenças e valores comuns entre os membros da sua cultura.
É o processo de socialização que permite a integração de cada pessoa no contexto social onde se insere, através da assimilação dos padrões culturais pelos quais a sua comunidade se rege. 
Mas o processo de socialização vai além dos primeiros contatos estabelecidos entre a criança e o meio.
Ao longo da vida, o ser humano irá infalivelmente confrontar-se como novas situações sociais que o colocarão à prova, obrigando a adaptar-se e a integrar-se. Exemplos disso são a primeira mudança de escola, o primeiro emprego, o casamento, o nascimento de um filho ou a morte de um familiar ou amigo próximos. Este novo fenómeno, é designado por socialização secundária e, compreende a criação de novas formas de ser adequadas às novas experiências, aos novos papéis e às novas relações. Em suma, aos novos contextos socioculturais que se apresentam.
Cada ser humano possui a sua história pessoal que o torna único e distinto de todos os outros seres humanos. Este, é o resultado da interação entre as componentes biológica, social e cultural, assim como do conjunto de experiências vividas e interiorizadas desde o momento em que nasce, até ao momento da sua morte.
O ser humano apenas se torna humano no seio das relações sociais: estabelecemos contato com outros seres humanos, assimilamos experiências e desenvolvemos respostas de adaptação a novas situações que se colocam perante nós. A cada momento, em cada nova situação, encontramos novas formas de conhecermos os outros e a nós próprios.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

text #5


Quer se queira, quer não, há sempre alguém para quem o coração tende mais, é inevitável.
Alguém por quem se nutre um carinho, uma afeição e uma ternura de tal forma mágicos, que nem a razão, nem o coração conhecem ou não sabem como explicá-los.
Mas esses sentimentos existem, de facto. Apercebes-te deles quando tudo à tua volta se torna uma paisagem aborrecida, sem ponta por onde se pegue, e não encontras a solução para a alterar ou para voltar atrás no tempo e corrigir aquele borrão. Cansas-te das pessoas - das pessoas e de pessoas! - dos seus cheiros, dos seus hábitos, do ambiente, das ruas, da cidade, do sol, da chuva, do frio, do calor, do tempo. Enfim, de tudo. Adquires uma intolerância à estupidez de tal forma aguda, que ao mínimo indício da sua presença, dá-te uma enorme vontade de te colocares de mala às costas e zarpares, fugires para bem longe e gritar ao mundo "outra vez, não".
Mas no meio dessa bagunça, desse mundo de ignorantes onde a estupidez fala mais alto e desse ambiente melancólico e depressivo, ainda existe alguém cuja alma resplandece e brilha com uma enorme energia e delicadeza.
E então acabas por te apaixonar por esse ser maravilhoso pois ele é o teu escape do mundo exterior.
Apaixonas-te pela sua forma de ser: pela sua bondade, pela sua simplicidade, pela sua forma de lidar com os problemas que a vida lhe traz. E naturalmente também te apaixonas pelo brilho dos seus olhos, pela sua voz que te inquieta, pelas suas mãos que te aconchegam e pelos seus cabelos de reflexos dourados que te encantam. É como se fosse o anjo que te veio salvar deste mundo-cão. 
E esse ser maravilhoso torna-se o teu ponto de equilíbrio. É ele quem te resgata da estrada de gravilha que percorres diariamente. É ele quem te ouve, quem te vê e quem te observa. E é ele quem te compreende. E é ele quem te liberta. É a tua música, os teus sonhos, o teu refúgio. 
E é por ele por quem o teu coração infinitamente transborda amor.
Sem quês, nem porquês, a tua vida metamorfiza-se numa harmoniosa melodia. O cenário dantesco que te envolve sume de uma vez e tu... tu finalizas, alcançando a plenitude do teu ser.

domingo, 26 de agosto de 2012

text #3

Gavetas de pássaros


Somos cómodas, gavetas, camiseiros, guarda-roupas ou contadores. O que lhes quiserem chamar, mas somos. Guardamos histórias, momentos e pessoas. Conservamos vozes, sonhos, erros, sabedoria, experiência de vida. Conservamo-nos a nós próprios. E arquivamos sorrisos, lágrimas, vitórias, derrotas, tristezas e alegrias. E mais ainda, colecionamos! Colecionamos cheiros e aromas. Colecionamos imagens! Imagens daquele lugar onde fomos tão felizes e que jamais esqueceremos ou daquele lugar onde cometemos tamanha loucura, que tal ainda parece inacreditável. Ou ainda daquele lugar. Daquele lugar que inevitavelmente nos remete a uma dor profunda e nos provoca um agoniante nó na garganta. 
De nada nos adianta afirmar que somos um livro aberto para o mundo, porque não somos. Somos, muito pelo contrário, um diário fechado a sete chaves ou um tesouro escondido e envolvido pela areia e águas salobras de uma ilha deserta, à espera de alguém corajoso pronto a descobrir-nos e fazer de nós o pote de ouro no final do arco-íris.
Somos o pôr-do-sol do outro lado do planeta e somos também a galáxia mais distante da face da Terra.
Mas porquê? Por que é que somos assim? 

Porque somos humanos, inequivocamente falíveis, inseguros de nós próprios e da sociedade onde estamos inseridos. Temos medo de tudo e mais alguma coisa. Não deixamos (quase) ninguém espreitar o nosso interior e apreciar como este é belo e vulnerável. Escondemo-nos e retraímo-nos mais e cada vez mais, até ao ponto em que já não aguentamos e as paredes do nosso corpo cedem. Dá-se uma explosão, um big-bang e uma incomensurável quantidade de energia irrompe do nosso interior, da nossa alma e do nosso coração. As gavetas colecionadoras de medos e segredos ardem e os pássaros que habitam o seu interior voam para sempre. 
E então, somos finalmente livres para o mundo e para quem nos rodeia. Somos a verdade nua e crua. Somos a realidade. Já nada temos a perder porque já nada há para ganhar. Somos nós.
Mas porquê? Por que é que somos assim? Por que é que fazemos da vida um esconderijo daquilo que somos para um dia talvez cedermos? Porquê? 
Porque somos dominados pelo medo e a insegurança. 
E, sobretudo, porque somos humanos, inequivocamente falíveis, simplesmente... humanos.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

random things #2


Voltei


Adoro o Inverno. Ainda mais que o próprio Verão. Não é que dispense uns belos raios de Sol e umas manhãs soalheiras - aliás, eu sou uma fã incondicional de praia, água, mar, sol e noites quentes - mas o Inverno tem todo ele muito mais a ver com o meu eu mais interior.
Adoro as manhãs frias e os dias chuvosos e, inclusivé, delicio-me por completo com o vestuário e o calçado caraterísticos da estação fria. Não resisto também a saborear uma chávena de café ou de chocolate quente enquanto assisto a um bom filme, numa daquelas tardes em que nada se tem para fazer. Todas estas pequenas coisas aconchegam-me a alma. Toda esta simplicidade que o Inverno traz enche-me o coração e deixa-me completamente deliciada.
Talvez por isso, esta pequena obsessão pela estação que sucede o Outono me tenha conduzido ao desejo de conhecer especialmente dois países, onde a atmosfera típica do Inverno prevalece quase todo o ano. Esses países são a Inglaterra e a Áustria.
A Áustria conquistou-me sobretudo pelas suas grandiosas paisagens pintadas de verde e pela viagem de comboio que se faz e que atravessa as montanhas da zona de Salzburg, creio eu. Todo este romantismo e esta imponência, juntamente com a fonte de cultura e arte que enriquece qualquer ser humano que visite o país, fazem da Áustria um dos meus destinos prediletos.
Por outro lado, a Inglaterra conquistou-me por toda a sua energia e rebeldia. Toda a cidade de Londres é um mundo à parte. Toda aquela multiculturalidade existente, combinada com as gentes locais e a atmosfera invernosa, fascinam-me e tornam esta cidade uma fiel presença na minha lista de locais a visitar.
E estes foram apenas dois exemplos, entre tantos outros que poderia ter dado, no que toca à questão de destinos que pretendo conhecer. Existem muitos outros, tais como Nova Iorque, Escócia, Paris, Grécia, Malta... enfim, uma infinidade deles! Também quero percorrer a Europa toda de carro e, quem sabe, fazer um cruzeiro.
E é tudo por hoje. É com este post que retomo ao blogspot após uma breve interrupção de férias e digo um adeus às noites algarvias e ao espírito de praia e um enorme olá aos meus queridos seguidores e visitantes!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

text #2

Divagando


Talvez os diferentes pedaços de céu que rasgam oceanos e mares te pudessem conduzir até mim por terra. Talvez as estrelas que iluminam as noites escuras e frias te pudessem orientar nos teus desertos de pensamentos. Talvez o café da manhã te soubesse melhor tendo-me na tua vida. Ou talvez não.
Talvez te arrependas das promessas e das palavras ditas em vão, dos encontros e desencontros, dos beijos quentes e ternos. Talvez sintas saudades, talvez não. Talvez lamentes, talvez te arrependas, talvez te lembres. Talvez tudo e mais alguma coisa. Talvez nada e somente isto.
É como eu: uns dias lembro-me, uns dias lamento, uns dias arrependo-me. E é também como tudo na vida: noites frias e noites quentes, preia-mar e baixa-mar, anoitecer e amanhecer. Círculos e espirais, labirintos e quebra-cabeças, traços e contornos numa pintura surrealista.
Contigo ou sem ti, o mundo continua a girar em torno do Sol, os dias e as noites continuam a passar. Mas a Lua cheia não brilha da mesma forma, o chilrear dos pássaros não é tão límpido e o piano e a sua melodia parecem adormecidos.
Tudo está diferente, tudo mudou. Já nada é o mesmo. E eu continuo a percorrer a minha estrada, pé ante pé e de olhos vendados, esperando não cair sobre nenhum precipício.
Caminhamos em rumos opostos num mundo seguramente redondo. Talvez nos voltemos a cruzar, talvez não.
Lembranças de mim? O gosto pelo amargo do café, o olhar cansado, o cabelo ondulado, o sorriso rasgado.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

text #1

Sapos 


A vida ensina-te que, por vezes, existem pessoas, momentos e situações que em determinados contextos te obrigam a optar pela opção "ficar calado". Esquecer. Desligar. Ignorar.
Não vale a pena, eles nunca vão compreender. Vão achar que têm sempre razão e nem se quer vão ponderar a hipótese de analisar a sua atitude para contigo ou para com os outros. Sim, analisar. É que nem chega a ser uma reanálise! Pois aquilo que eles dizem ou fazem nunca sofreu uma introspeção. São meros blá blás saídos da boca para fora, sem qualquer sentido ou nexo, acompanhados por um tom de arrogância, soberba e autoridade que te tentam atirar para um canto e fazer-te sentir o ser humano mais ridículo à face da Terra.
Pois bem, não vale a pena sentires-te assim. O melhor mesmo é esquecer, desligar e ignorar. Se é difícil? Sim, é. Sempre foi difícil engolir sapos e não é agora que o vai deixar de ser. Ainda para mais se as pessoas que os engolem são dotadas de um carisma com um elevado teor de criticismo e análise e que detestam ficar caladas perante injustiças, como é o meu caso.
Antes falava muito mais quando via que algo não me agradava. Punha e dispunha. Respondia. Retorquía. Insistia. Voltava a responder, voltava a insistir. Tudo isto num ciclo vicioso que, embora não pareça, nos deixa psicologicamente arrebatados. Não estou para isso.
Hoje em dia já não sou assim. Oiço mais do que aquilo que falo. Se fomos concebidos com duas orelhas e apenas uma boca, por alguma razão foi.
E não pensem que ficar calado é sinónimo de fraqueza! Muito pelo contrário. Ficar calado é sinónimo de inteligência, de deixá-los falar e de deixá-los estar na sua onda e nós na nossa. Todos somos seres humanos diferentes e, como tal, é possível termos pontos de vista diferentes sobre um mesmo assunto. Vão sempre existir mil e uma prespetivas sobre o mesmo tema e vão sempre existir discordâncias e fatores que entram em confronto. Ainda que a nossa proposta nos pareça a mais viável, é importante saber também ouvir os outros, mesmo que eles não dêem o benefício de nos ouvir. Se não dão eles, damos nós! E eles ficam todos satisfeitos porque conseguiram levar a deles à avante. Ou talvez não tenham conseguido, apenas acham que conseguiram. Mas enfim... Felizes dos ignorantes!
Não, não é mania. É apenas uma adaptação minha aos diferentes tipos de pessoas que nos vão surgindo.
A vida é curta, por isso poupem a vossa sanidade mental e deixem-nos falar.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano Novo, novo conceito de Vida

Há cerca de um ano atrás elaborei uma lista de coisas a fazer, a adquirir e a mudar ao longo do ano de 2011. Lembro-me, inclusivé, de ter escrito num papel "2011 - I guess this will be the year" como se premeditasse que o ano a decorrer viesse a ser particularmente bom para mim. Na verdade, uma grande parte dessas coisas que escrevi ficaram esquecidas no papel. Ou porque a meio desisti de determinada ideia ou porque decidi estar constantemente a adiá-la dizendo "depois faço", "depois trato disto", a verdade é que mais de metade dos desejos para 2011 não passaram de planos. Por isso, se há mudanças que quero fazer ao longo do próximo ano, uma delas é sem dúvidas ter menos planos e mais ação. Tudo o resto virá por acréscimo e girará em torno desta. Pretendo viver o presente ao máximo e diminuir as expectativas em relação ao futuro, vivendo um dia de cada vez com calma e plenitude, assim como, espero passar a desfrutar mais do blog pois é algo que realmente me dá prazer e que eu muitas vezes deixo de parte desconhecendo sinceramente o motivo por que o faço. E estes são exclusivamente os únicos planos que tenho para 2012.
Na verdade, não me posso queixar que o ano de 2011 tenha sido um mau ano para mim pois na sua grande generalidade não foi. Contudo, os últimos meses do ano foram atribulados, repletos de mudanças drásticas, emoções à flor da pele e novos contextos familiares. Se há coisas que desejo para 2012 é o facto de querer muito que a minha mãe arranje emprego o mais depressa possível. Um membro da família desempregado transtorna instantaneamente o cenário onde vives e isso reflecte-se não só no orçamento mensal, como também no ambiente depressivo e amargo que se instala em casa e que vai progredindo para pior à medida que mais um currículo enviado para uma empresa é rejeitado ou quando mais uma entrevista para um emprego é feita quase em vão pois a resposta final será negativa. Já para não falar da injecção diária que levamos quase obrigatoriamente da imprensa massacrando constantemente que 2012 vai ser um ano ainda pior, reduzindo a esperança dos que se encontram menos bem e dos que se encontram mesmo mal para zero. Mas enfim, há que ser persistente,  ter fé e esperança e lutar para que as coisas mudem para melhor, se não deixamos de ter um sentido para a vida.
E é tudo seguidores. A última noite foi vaga, fria e vagarosa, custando imenso a passar, o que me levou a reflectir em todos estes assuntos o que até foi bom, confesso.
Desejo a todos um óptimo 2012, repleto de boas energias e que desfrutem ao máximo do mesmo.
Aproveitem e vivam cada dia como se fosse o último.

Com amor, Patrícia

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

september sweet september

Chegaste e a chuva e os dias cinzentos trouxeste. Também, tão depressa os trouxeste como os levaste. Os dias quentes e soalheiros acompanhados pela suave brisa matinal voltaram a prosperar. 
É tempo de reflexão, de recomeço e de retorno à tão denominada vida normal. Tempo de deixar os hábitos boémios e os tão típicos horários de verão de lado. Guardar na memória o cheiro a maresia, o som prolongado das gargalhadas em convívio e a sensação de receber os melhores beijos e abraços e, sorrir ao relembrar todos estes cenários. Afixar as fotografias na parede de forma a poder reviver todos aqueles momentos, parados pelo tempo através de um simples clique, as vezes que me apetecer. 
Sabes? Gosto de ti, Setembro. És nostálgico e esperançoso. É como se trouxesses sempre uma mão cheia de de caminhos e hipóteses a escolher para iniciar um novo capítulo. Um novo ciclo e etapa. Vens acompanhado pelo Outono e pelo cheiro a terra molhada que se faz sentir nas madrugadas e fins de tarde, pela chuva miudinha e pelos primeiros dias acordados pelo nevoeiro matinal que eu tanto adoro. Gosto de ti, Setembro.
Mas apesar de tudo isto, de todas estas regalias típicas da época, vai ser difícil quebrar esta rotina de vida tão prazeirosa e hedónica que se fez sentir nos últimos tempos.
Talvez ainda haja tempo para mais uma despedida. Para mais uma reunião de convívio onde gargalhadas conjuntas prolongam-se numa sala acústica. Para mais uma caminhada pela praia que marcou este verão. Para mais um daqueles beijos e abraços que fizeram matar as saudades de um coração apaixonado. Talvez haja tempo para isso e para muito mais. 
Mas eu não quero uma despedida. Vai custar tanto.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

why are you always angry?

É triste ver-te assim, sempre com as feições carregadas a pesarem-te nos traços finos do rosto. Sempre com o olhar inflamado pronto para fulminar quem quer que seja à sua passagem. Sempre com os nervos e a ansiedade à flor da pele, a consumirem-te. És uma bomba-relógio em contagem decrescente para explodir.
E é triste ver-te assim e naquilo que te tornaste ao longo dos anos.
A forma como os problemas te afectam e o modo como os tentas resolver (nunca da melhor maneira) contribuíram para a emaranhada em que te encontras hoje.
E o pior de tudo é que vives inconsciente de tudo isso. Nem se quer te apercebes da forma rude como falas com as pessoas à tua volta e de como todos os teus actos revelam que não te sentes bem contigo próprio, bem como, a tua insegurança.
Faltam-te encontrar certas peças do puzzle que figura a tua vida, alinhar horizontes e sobretudo aprenderes a libertar o que te vai na alma, sem estares à espera que os outros tenham a obrigação de saber o que se passa contigo.
Sei que neste momento já não tens capacidade de mudar pois vives dentro de um pesadelo e acordares dele está fora de questão. Achas que as coisas só têm um rumo e que todos os outros caminhos são tentativas de ilusão. Mas estás enganado.
A idade já não ajuda. Precisas de aprender a confiar nos outros, nos que te querem bem e deixar de lado a desconfiança em relação ao que te rodeia, ainda que agora seja demasiado tarde. Sim, porque eu sei que já é tarde e sei também que já não há volta a dar. E é triste saber disso.
Vais acabar por te destruir a levares contigo um pedaço de cada um de nós, da tua família.
E não te esqueças que eu também sou a tua família.

Tenho pena, muita pena.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Serras e Cordilheiras

Percebi que há coisas que não mudam independentemente da nossa vontade de as querer mudar. Por muito que lutemos contra a corrente e os ventos agrestes elas manter-se-ião sempre assim: imóveis. Tornam-se serras e mais tarde cordilheiras que se colocam no nosso caminho e as quais pretendemos desviar. Não pedimos um desvio abrupto ou total, apenas um pequeno desvio. Um bocadinho para esquerda ou talvez para a direita para que possamos observar um pôr-do-sol com qualidade, por exemplo.
Então, a cordilheira perguntaria:
- Por que razão não te dirigiste a uma praia? Terias um horizonte infinito banhado pelo pôr-do-sol e sem quaisquer obstáculos a perturbarem a tua visão.
E eu diria:
- Mas é este o sítio. É aqui que eu quero. Só pedia que te desviasses um pouco.
- Não me posso desviar. Desviar-me, implicaria a descaracterização deste lugar e ele deixaria de ser "o sítio". Terás de te adaptar.
"Terás de te adaptar". Esta mensagem parecia ecoar na minha cabeça.

Sabem? Por vezes temos de deixar o nosso orgulho humano de lado e dar o braço a torcer. Sabemos que as coisas nem sempre são, nem correm como nós queremos e há realidades às quais nos temos de adaptar.
É preciso saber dar a volta por cima, deixar de lado a ideia de pedir às montanhas que se desviem e, sim, subir ao seu topo com esforço e perseverança.
Ainda que seja uma dura e longa caminhada, a recompensa será mais do que compensatória.
Poderemos desfrutar de um pôr do sol com uma qualidade nunca antes vista.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

12. letter to the person you hate the most/caused to you a lot of pain

(carta para a pessoa que mais odeias/que te causou mais dor)

O ódio deve ser provavelmente dos sentimentos mais devastadores e consumistas que um ser humano pode sentir. Uma fúria, um fogo interior capaz de destruir tudo à sua passagem, um tornado capaz de arrancar abrigos e corações, uma tempestade de areia capaz de nos deixar cegos... Algo que eu dispenso conhecer.

Desilusões? Sim, já as tive.
Mas hoje não escrevo para ti. Hoje não. Não me apetece. Há muito que deixei de lado as dúvidas, a mágoa e a desilusão que outrora me levaram a tal. Tudo isso constitui um passado gasto que já não volta. E sabes que mais? Estou contente por não voltar. Encerrei um ciclo que me ajudou a crescer e fez de mim uma pessoa melhor e mais segura. Iniciei um novo capítulo.
A ti, apenas te devo aquilo que sou hoje e do qual me orgulho muito. Obrigada.

you're one in a million, babe*

Sem rancor, Patrícia

sábado, 2 de julho de 2011

Amizade; o que é isso? parte II


As pessoas tendem a confundir "amizade" com "estar sempre com".
A amizade transcende qualquer contacto físico ou visual. É um sentimento que parte de dentro de nós, surge naturalmente e desenvolve-se com o tempo. A verdadeira amizade não se conquista, mas sim, reconhece-se. E neste sentimento não deviam de estar envolvidos os verbos "obrigar" ou "forçar".
Uma pessoa para ser classificada de amiga de outrem não tem que ser forçada a estar sempre ou regularmente com tal. Mas, infelizmente, hoje em dia vê-se muito disso. Jovens que se vêem obrigados a estar sempre com aqueles que dizem ser os seus verdadeiros amigos só para serem bem acolhidos pelo grupo. Isso não está correcto. Amizade é também saber ouvir um "não", compreender o outro e o seu ponto de vista
Todo o ser humano necessita do seu próprio espaço, do silêncio e até mesmo de solidão q.b. . Pois são nesses momentos que nos encontramos a nós próprios e constituímos a nossa verdadeira identidade.
Talvez por defender este ponto de vista já tenha sido apelidada de "esquecida" ou já me tenham dito "não dás valor à nossa amizade. nunca estamos juntas". Pois. Digo-vos com toda a franqueza que estão errados.
É muito mais simples que as coisas aconteçam quando surgem da nossa própria vontade e algo misturadas com o acaso ou o destino em vez de serem forçadas ou pertencerem a uma lista de planos, onde a maior parte deles nem acontece verdadeiramente como queremos.
Além disso, todos sabemos que a distância, seja ela moderada ou não, acaba sempre por ajudar a valorizar momentos e pessoas que já fizeram ou ainda fazem parte da nossa vida.
A distância traz consigo as recordações, a saudade e, sobretudo, faz ver quem realmente valeu a pena.


Uma amizade forçada é como fingires identificar-te com um estilo que pouco ou nada te diz, só para tentares parecer "cool" à frente dos outros.

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(felipe dylon)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Amizade; o que é isso? parte I


Tenho-me deparado nos últimos tempos, que vivemos numa sociedade demasiado "agarrada" a promessas de amizades duradouras e "para sempre", justificadas com infinitos textos e declarações que servem de descrições a fotografias colocadas nas redes sociais. Não é que possua algo contra ou a favor, mas pergunto-me: será tudo isso necessário? Com o tempo e a ainda curta experiência de vida que tenho, percebi que não.

Grande parte de tais textos e declarações não passam de máscaras que tentam cobrir as verdadeiras identidades das pessoas ou esconder ressentimentos e compensar frustrações e complexos. Esta é a opinião que tenho, embora creia que a maioria de nós já agiu assim, com essa necessidade. Eu própria admito isso, não sejamos hipócritas.
No entanto, quando gostamos de alguém, quer esse sentimento se manifeste através de amor ou amizade, e, o sentimento de outrem por nós é recíproco devemos preservar ambos: o sentimento e esse alguém. E a minha teoria de preservação não passa de maneira alguma por manifestar os nossos afectos através das infinitas declarações colocadas nas descrições de fotografias, do facebook, por exemplo. Isto porque, ao fazermos isso acabamos por banalizar a declaração, a fotografia e até o próprio momento que ela representa ao estarmos a partilhá-la com dezenas, centenas ou mesmo, milhares de pessoas, onde a grande maioria nem se quer nos é nada.
Não se trata de vergonha, embaraço ou medo do que os outros possam pensar ou dizer.
Trata-se de intimidade que é algo que muitos de vocês ainda desconhecem.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Incógnita.

Quando não tens ou não consegues aquilo que queres, a ansiedade consome-te. Tentas sempre ir mais além dando o teu máximo.Queres ser perfeita - não aos olhos dos outros, mas sim aos teus próprios olhos - , exiges de ti até ao limite e és perfeccionista.Encontras-te sempre de passo adiantado, vivendo cada momento ao segundo. Mas por vezes, tropeças e cais por entre os ponteiros do relógio.Vives muito de memórias e momentos nostálgicos. Não o fazes por gostares de estar agarrada a passados gastos pelo tempo e pela mudança, incuráveis quanto ao seu regresso. Fá-lo porque sabe bem reviver.Sabes o que queres. És um misto de fogo e terra, explosão e serenidade, impulsão e sensatez, mistério e prudência.Valorizas o silêncio como ninguém. Gostas de reflectir sobre ti e o teu interior. Gostas também de viver a vida intensamente. És uma apaixonada. Gostas de planear e planear… Mas por vezes, por quereres viver a vida tão intensamente e planeá-la como se fosse um evento único, acabas por te esquecer de viver o presente...E à noite? A noite é o teu momento. É quando expressas as tuas mágoas e alegrias, frustrações e feitos de um coração benevolente, sob a forma de vagas frases, vagas palavras, em meras folhas de papel.
Também elas esquecidas, também elas gastas pelo tempo e… pela mudança.