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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Desafio - Liebster Award




Através do blog Letra a letra, olhos nos olhos.

Regras:

- Lista com 11 factos sobre nós;
- Responder às 11 perguntas que nos atribuiram;
- Nomear 11 bloggers com 200 ou menos seguidores, colocar o link do blog deles neste post e avisá-los sobre a nomeação;
- Fazer 11 novas perguntas aos bloggers que nomeei:

11 coisas sobre mim:

1. Sou intolerante à lactose. Pois bem, ao que parece devo ser assim desde nascença porque em bebé tive imensos problemas em acertar com leites que não me fizessem mal. Há cerca de 2 anos, fiz exames e  descobriram que era intolerante à lactose. Posso beber leite, desde que este não contenha lactose.

2. Fiz karaté durante 7 anos e é sem dúvida nenhuma o meu desporto favorito. Infelizmente, uma lesão no joelho impediu-me de continuar a treinar e fazer competição. Mas tenciono voltar!

3. Quando era pequenina dizia que queria ser arquiteta ou estilista.

4. Adoro massas, de todos os tipos, formas e feitios. Com molhos, sem molhos, com oregãos, sem oregãos. Epá, massa é aquela base.

5. Quando era pequenina dizia que o meu país de sonho era a Dinamarca devido ao conto da pequena sereia do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

6. A minha disciplina favorita é Biologia, mas aquela a que tive sempre melhor nota foi Filosofia.

7. A minha vida encontra-se dividida por dois grandes amores: as artes e as ciências.

8. Detesto ouvir pessoas a falarem constantemente mal de outras. Mas detesto mesmo.

9. Tive aulas de pintura durante 2 anos.

10. Não tenho facebook. 

11. Aprecio imenso quando as pessoas percebem realmente de música, literatura ou cinema e sabem manter uma conversa interessante. Adoro imenso. E é tão raro isso acontecer...

As 11 perguntas da M:

1. Qual a primeira memória que te vem à cabeça e que te tenha marcado de alguma maneira?

    Lembro-me perfeitamente do dia do atentado do 11 de setembro. Tinha 6 anos e de manhã tinha ido com o meu avô assistir à inauguração de uma escola perto de casa porque ia lá o primeiro ministro da altura, o Guterres. À tarde estava a dar a notícia do atentado. Foi o meu primeiro confronto com a realidade da maldade do ser humano. Chocou-me imenso ver aquela notícia e é algo que tenho sempre muito presente na minha mente.

2.  Se pudesses viver a história de um livro que tenhas lido qual escolhias?

Gosto muito do Orgulho e Preconceito, da Jane Austen. Além disso, identificava-me em grande parte com as caraterísticas psicológicas da personagem principal, Elizabeth.

3. Se pudesses escolher qualquer emprego do mundo com 100% de certezas de que tinhas o teu lugar garantido, por qual optavas?

Eis uma pergunta interessante. O meu sonho era ter uma vida simples mas, simultaneamente, estável e confortável e que me permitisse viajar muito e, ser ao mesmo tempo dona dum atelier de pintura, desenho, fotografia ou até mesmo de costura (algo que eu adorava aprender). A minha vida de sonho era assim, simples e sem grandes pressões e stresses. Por outro lado, também gostava imenso de ser psiquiatra. O cérebro e toda a mente humana é algo que me fascina imenso. Mas aí o problema é outro... As médias para medicina são demasiado altas. Uma pessoa que tenha média de 16 e tal, como eu, tá tramada. Ai ai.

4. Se pudesses ser mesmo bom/boa em algum desporto, qual seria?

À parte das artes marciais, as quais já atrás referi que são o meu desporto favorito (nomeadamente, o karaté), dança, sem dúvida! Adoro, adoro dançar. E gostava de fazê-lo na perfeição!

5. Qual a pior coisa que te podem dar para comer?

A resposta é... FÍGADO! Detesto, detesto. Blhec.

6. Qual a tua estação do ano favorita?

Esta é uma daquelas perguntas que faço frequentemente a mim mesma. É que eu gosto de todas, todas têm algo que eu admiro e que associo sempre a algo de bom. Mas talvez seja o Outono. Apesar de gostar de Sol, não suporto o calor. Também gosto do Inverno porque adoro chuva (e estudar em tardes de chuva e ver filmes em tardes de chuva!)  mas o Outono encontra-se no meio termo. A Primavera... Hmm acho-lhe piada, mas traz-me muitos espirros e pingo no nariz e comichão nos olhos. Por isso, a resposta é Outono! Já para não falar que adoro o mês de Setembro.

7. Qual a tua viagem de sonho?

Easy, mas tenho várias. Viena de Aústria e Strasbourg, na Áustria, Londres em Inglaterra e todos aqueles campos verdes e lindos na Escócia. Ah e também gostava imenso de ir a Nova Iorque, às ilhas Phuket e Phi Phi na Tailândia e a Paris, pode ser?

8. Que línguas gostavas de saber falar?

Epá... Isto vai soar estranho. Mas a verdade é que sempre quis aprender árabe.

9. Que professores te marcaram até hoje?

A minha professora da escola primária, a professora Ana Gil; no 5º ano a professora de português Susana Tavares e o professor de história Fernando qualquer coisa, que eu agora não me lembro do resto; durante o 7º, 8º e 9º a professora de matemática Susana Santos e, por último, no secundário, a professora de matemática, Ana Isidoro, o professor de Filosofia, João Eira e a professora de Biologia, Marília.

10. Qual consideras ser o teu dom?

Bom, não me quero gabar... mas acho que tenho uma boa intuição.

11. Qual é o teu cheiro favorito?

Ui... Tenho vários. Não consigo escolher só um. Relva cortada, terra molhada, fumo (mas não o cheiro a fumo intenso, isso ninguém suporta), cheiro a VERÃO, álcool etílico e da comidinha boa da minha mãe eheh.

As minhas 11 questões para vocês:

1. Qual o teu maior medo?
2. Qual a música que melhor te define?
3. Se fosses um animal, qual serias? Porquê?
4. Se fosses uma cor, qual serias? Porquê?
5. Quais são os teus principais planos para a vida?
6. O que é que sempre quiseste fazer mas nunca experimentaste?
7. Se pudesses voltar atrás no tempo, mudarias alguma coisa?
8. O que gostarias de mudar no mundo?
9. Qual é o teu local favorito?
10. Qual a caraterística que melhor te define?
11. Há alguma coisa que gostarias de dizer e não consegues? Se sim, o quê e a quem?

Caros blogueiros, sintam-se à vontade para levar o desafio. Entretanto eu vou avisar alguns blogs.

Btw, adorei fazer este desafio!





quinta-feira, 14 de julho de 2011

12. letter to the person you hate the most/caused to you a lot of pain

(carta para a pessoa que mais odeias/que te causou mais dor)

O ódio deve ser provavelmente dos sentimentos mais devastadores e consumistas que um ser humano pode sentir. Uma fúria, um fogo interior capaz de destruir tudo à sua passagem, um tornado capaz de arrancar abrigos e corações, uma tempestade de areia capaz de nos deixar cegos... Algo que eu dispenso conhecer.

Desilusões? Sim, já as tive.
Mas hoje não escrevo para ti. Hoje não. Não me apetece. Há muito que deixei de lado as dúvidas, a mágoa e a desilusão que outrora me levaram a tal. Tudo isso constitui um passado gasto que já não volta. E sabes que mais? Estou contente por não voltar. Encerrei um ciclo que me ajudou a crescer e fez de mim uma pessoa melhor e mais segura. Iniciei um novo capítulo.
A ti, apenas te devo aquilo que sou hoje e do qual me orgulho muito. Obrigada.

you're one in a million, babe*

Sem rancor, Patrícia

quarta-feira, 13 de julho de 2011

11. letter to a deceased person you wish you could talk to

(carta a uma pessoa falecida com quem desejarias falar)

Decidi não escrever esta carta pois tal não se identifica com a minha vontade e com aquilo que vai no meu íntimo. Na verdade, (e felizmente!), ainda não partiu ninguém com quem tivesse uma relação de tal maneira próxima capaz de mover o meu coração e mente e conduzir-me à redacção de textos, cartas soltas sem destino, palavras dirigidas ao Além... Se o fizesse apenas estaria a enganar-me a mim própria.
No entanto, ao ler o título da 11ª carta que constitui o desafio lembrei-me quase automaticamente das várias cartas que Joana redige à sua falecida melhor amiga no livro A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez, e, decidi postar uma das primeiras missivas de Joana a Marta. Excelente mesmo!

Fica também a sugestão de leitura para este Verão.

"Lisboa, 28 de Agosto

Querida Marta,
Demorei muito para me resolver, o que não era costume. Para dizer a verdade, não sabia que fazer. Precisava de desabafar, tentar compreender tudo o que aconteceu e, como foste sempre a minha única confidente... Não fazia sentido escrever um diário, pois dava-me a sensação de estar a escrever para mim própria, o que acho um bocado estranho. Talvez seja ainda mais estranho escrever-te, mas é uma forma de manter viva a tua memória, pelo menos até entender o que se passou contigo; pelo menos até conseguir perdoar-te...
Faz hoje um mês que tu... Não sou ainda capaz de dizer a palavra. Se calhar, é porque não acredito que já não estás aqui comigo. É tão difícil de acreditar!
Como sabes, hoje fiz anos. São duas da manhã e estou demasiado excitada para dormir. Vou contar-te o que recebi. A minha mãe acedeu finalmente em redecorar o meu quarto - está tal e qual como eu queria! Todo branco (paredes, tapete, colcha, cortina) e até me mandou fazer o baloiço dos meus sonhos: é uma meia-lua de madeira (branca, claro) que está suspensa do tecto por uma corrente, mesmo no meio do meu quarto. É única no Mundo! Fui eu que a imaginei. Quando quero pensar, coloco-a em posição de quarto crescente e quando estou triste, rodo-a para quarto minguante e sento-me até que a tristeza passe. O armário velho foi para o corredor, assim, fiquei com mais espaço para dançar, quando me apetece. Das antiguidades só ficou a "escrivaninha", por causa daquelas gavetinhas todas que sempre me deram um jeitão para os segredos. Sei que acharias demais, mas também foi pintada de branco! À minha mãe tudo isto pareceu um bocado exótico, mas foi forçada a comparar as minhas notas com o Pré-histórico (a quem comprou uma nova prancha de surf carérrima) e não teve outro remédio. Chamou-me caprichosa e não sei que mais. Não me importei. (...)
No que respeita a festa que a minha mãe queria fazer, proibi-a terminantemente e, para a convencer tive de dizer que não havia direito de me estragarem o dia de anos. Sem ti, a festa não seria a mesma coisa, além disso, não tenho vontade de festejar coisa nenhuma. Fazer anos não é assim tão especial como isso, ainda se fossem quinze...
Estou a ficar com sono, finalmente. Preciso de dormir. Espero não sonhar contigo outra vez. É terrível!
Um beijo da Joana

P.S.: (...)"

domingo, 10 de julho de 2011

Desafio Nº qualquer coisa

Objectivo:

- publicar dez fotografias das coisas que mais gostas;
- passar a 11 seguidores. (eu vou infringir esta regra e passá-lo a todos os meus seguidores)




da esquerda para a direita:

1 - amor; Diogo
2 - fotografia
3 - música
4 - desenho
5 - maquilhagem
6 - karaté
7 - telemóvel
8 - new york city
9 - pôr-do-sol
10- famíla & amigos


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

#10 LETTER TO SOMEONE YOU DON'T TALK AS MUCH AS YOU'DE LIKE TO

Encontro-me no sofá da sala, enroscada nas roupas quentes que a estação obriga a usar e simultaneamente envolta nos meus pensamentos. A televisão está ligada mas, para mim, tudo o que me rodeia encontra-se estático e mudo. Lá fora, a chuva cai silenciosamente. O dia está frio. Não há nada para fazer, sem ser pensar, pensar, pensar... Reflectir sobre o passado, o presente e um futuro próximo. O meu olhar mantém-se fixo.
O fogo que arde na lareira parece perder a sua intensidade e vitalidade de minuto para minuto. Mas o calor emanado, continua a ser suficiente para manter a atmosfera da sala quente e acolhedora. Ainda assim, há a hipótese de voltar a atear um fósforo e ver de novo o fogo a emergir, quase do nada, cheio de brilho e energia. Uma energia, desta vez, nunca antes vista. Uma energia fugaz que transborda inúmeras sensações. A sala ficaria ainda mais quente e acolhedora, como se estivesse cheia de corpos humanos a transbordarem calor e vida e lá fora o Sol brilhasse incessantemente.
De repente, um arrepio percorre o meu corpo juntamente com uma estranha sensação de incómodo, insatisfação e inquietação. Acabo de acordar dos meus pensamentos.
Quase de imediato, levanto-me do sofá e dirijo-me lentamente para o meu quarto. Acendo a luz e sento-me na cama, admirando por breves instantes as quatro paredes que o envolvem.
Em poucos minutos, dou por mim a procurar aqueles dois álbuns que guardam aliciantes histórias e momentos; um mais recente que o outro.
Folheio uma a uma, cada página de cada álbum, observando cuidadosamente cada fotografia.
Reparo que do primeiro para o segundo, existem rostos que progressivamente foram desaparecendo das páginas e outros que se mantiveram. Existem também memórias de locais impressos em papel e tinta. Existem sorrisos estampados de amigos, de familiares, de conhecidos e de pessoas que marcaram a minha vida e simplesmente, deixaram-na...
Pergunto-me "porquê?" e sinto um aperto generalizado no coração e na garganta. Oh que vontade eu tenho de te abraçar agora, de recuperar o tempo perdido, de voltar a partilhar segredos e conversas, de saber como te sentes, o que tens feito e por onde pairam os teus pensamentos e emoções... Queria saber tudo isso e, talvez, um pouco mais.
Queria que me ajudasses a compreender aquilo que nunca compreendi. Queria que o teu rosto voltasse a encher os meus álbuns de fotografias, assim como o fogo na lareira voltaria a dar aquele encanto especial à sala.
Mas mais importante que tudo o resto, queria saber se valerá mesmo a pena recomeçar de novo ou se dou como concluída a nossa história. Pois para mim, neste momento, tudo deixou de fazer sentido.

Com amor, Patrícia.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

#6 LETTER TO A STRANGER

Uma carta para um estranho

Não sei ao certo o que me deu naquele dia para ter tomado a atitude que tomei.
Estava fraca, insegura e com o medo a paralisar-me o sangue e o raciocínio. Na verdade, nem sei ao certo se seria mesmo o medo ou se seria apenas o choque por ter, mais uma vez, conhecido e experienciado uma parte da dura realidade em que vivemos nos dias de hoje. Naquele momento não estava minimamente preparada para o que acabara de presenciar. Jamais pensaria que uma coisa daquelas era possível de acontecer da forma como ocorrera e, logo estava a acontecer comigo.
O meu coração começou a bater depressa, muito depressa e da minha boca saíram palavras em minha defesa e em tom elevado. Infelizmente, aquilo que observei de seguida, embora não permitisse confirmar o que a minha mente pensara, tornou-se mais forte do que eu.
Rapidamente apercebi-me de que as palavras que dissera já haviam perdido o seu efeito. Agora, a insegurança reinava no meu olhar e o meu coração começou a bater cada vez mais depressa e mais descontrolado. Dei um ou dois passos em frente mas a voz atrás de mim continuava. O meu corpo ficou frio e agarrava-me com força aos livros que trazia na mão.
De repente, algo aconteceu. E é isso que eu nunca vou conseguir perceber por que razão o fiz. Dirigi-me para o meio da estrada e bati no vidro de uma janela de um carro. Do seu carro.
Atenciosamente, baixou o vidro e perguntou-me o que queria e, eu limitei-me a dizer que me estavam a perseguir, apontando com o olhar para o outro lado da estrada. O rapaz já tinha desistido e voltado à sua vida propriamente dita. Corria depressa, atravessando a estrada para o outro lado da margem. O senhor disse-me que já me encontrava em segurança e que podia continuar o meu caminho sem me preocupar. Mas as suas palavras ou a forma como as disse, não me convenceram. Continuei, insistindo várias vezes, dizendo que não conseguia prosseguir. O medo havia-se apoderado de mim e tinha congelado todo o meu raciocínio e consciência.
Uma vez com o inconsciente a tomar conta de mim, pedi que me levasse a casa. Não sei como tive a coragem (ou a covardia, depende do ponto de vista) de o fazer, mas curiosamente não senti nenhuma hesitação, nem medo quando o fiz, como se tratasse da coisa mais normal do mundo: pedir boleia a um estranho. Desde crianças que somos ensinados a não confiar em estranhos, a não aceitar, nem pedir boleias a quem não conhecemos, por exemplo. Mas eu fi-lo (ou a minha inconsciência fe-lo por mim). O barulho que a porta do carro fez ao ser fechada, fez-me acordar para a realidade. A minha consciência havia voltado, mas agora poderia ser tarde demais. Questionei-me, no meu pensamento: "Mas que raio estou a fazer neste carro?". A viagem foi tão curta, como foi ao mesmo tempo tão longa. Lembro-me de lhe ter agradecido vezes sem conta. Estava perturbada e algo incomodada comigo mesma. Lembro-me também de lhe ter pedido desculpas várias vezes.
Quando entrei em casa, senti um alívio tremendo por duas razões: tinha-me safado de uma tentativa de assalto e a história de ter pedido boleia a um estranho, tinha acabado bem.
Mas de repente, o meu consciente tornou-se ainda mais duro comigo. Senti o maior arrependimento que alguma vez sentira a gelar-me o sangue. Senti vergonha pelo facto do quão irresponsável havia sido ao tomar aquela atitude. Caí em mim mesma, derramei lágrimas até os meus olhos ficarem vazios. Recompus-me, mas as imagens da cena que havia experienciado nesse dia ainda me acompanharam-me nos seguintes, apesar de apenas ter conseguido partilhar esta história com duas pessoas.
Hoje, escrevo-lhe esta carta. Sei que é extremamente improvável que algum dia a leia, pois nem o nome um do outro chegamos a saber. No entanto, se isso acontecer, poderá ter a certeza que cada palavra que lhe dirigi, foi sincera. Não digo que havia duvidado de mim, mas se o fizesse também se encontrava no seu direito. Afinal de contas, também o coloquei numa posição complicada. Estávamos de igual para igual: dois estranhos que arriscaram em confiar o destino um no outro. E é tudo.

If we do the unthinkable would it make us look crazy?

Com amor, Patrícia.


domingo, 12 de setembro de 2010

#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)

uma carta para a minha irmã(o) ou parente mais próximo


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Visto que sou filha única e uma vez que tentarei sempre seguir à risca cada uma das trinta cartas que constituem o desafio, sinto a obrigação de dirigir esta carta a ti, avó, uma das grandes mulheres da minha vida.
Talvez sejas a pessoa da minha família que mais presente tem estado ao longo dos meus quinze anos. És uma grande educadora, uma grande pessoa e uma grande mulher. Não posso dizer que te conto tudo ou quase tudo porque estaria a mentir, mas a verdade é que conheces cada sentimento e emoção que transmito por detrás de cada olhar meu. Conheces-me bem, demasiado bem. De trás para a frente e da frente para trás, por vezes até melhor que os meus próprios pais. Mas eles ainda têm muito tempo para descobrir um pouco mais sobre mim. Ou talvez não, talvez eles já saibam tudo e eu é que estou errada no meio disto tudo. O próprio tempo encarregar-se-á de me dar todas essas respostas, tenho a certeza. Por enquanto, fico à espera.
Dizem que herdei de ti alguns dos traços da tua personalidade, tais como a persistência e a ambição, a insatisfação com a injustiça, o ciúme que ambas por vezes sentimos e nunca admitimos, a frieza em lidar com certos assuntos contrastando com a sensibilidade com que mais tarde surpreendemos os outros. Não é por acaso que oiço muitas vezes a minha mãe dizer "estás tal e qual a tua avó" e eu até sinto um certo orgulho nisso, por estar a ser comparada a alguém como tu.
Entre nós há uma ligação muito saudável e cúmplice. Por vezes sinto que já chegou a minha vez de te proteger e de te fazer sentir segura, de forma a poder estimar-te e preservar-te durante mais uns belos e longos anos.
És uma lutadora, já venceste muitas batalhas na vida e, essa é outra coisa da qual me orgulho em ti, o facto de não desistires facilmente e fazeres sempre de tudo para ultrapassar todos os obstáculos que se opõem à tua frente. Um dia vou ser como tu, mas primeiro tenho de te agradecer por tudo aquilo que me tens ensinado e que me levaste a ver: obrigada.
Não sei se algum dia vais ler isto, mas eu espero que sim. Pelo menos vou fazer questão de ganhar a coragem de passar para o papel pelo menos parte do texto e do sentimento que aqui expus sobre ti. Na verdade, é como se fosse arrancar parte daquilo que o meu coração carrega e entregá-lo a ti. Não digo que será fácil, porque não será mesmo nada fácil, nem sei se vou conseguir fazê-lo. Mas tenho muita vontade de o fazer porque mereces e é um desafio que vou propor a mim mesma.
Tal como o António Feio disse "nunca deixem nada por dizer, nada por fazer" e eu não quero pensar um dia que foi tarde demais.
Um obrigada por tudo.

Com amor, Patrícia

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

#3 LETTER TO YOUR PARENTS

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Esta vai ser uma carta difícil de escrever. Há tanto para dizer, que para ser sincera nem sei por onde começar.
Em primeiro lugar tenho de vos agradecer por desde sempre me terem dado uma boa educação e nunca me terem faltado com nada. São os meus protectores e sei que com vocês poderei sempre contar para me levarem até ao meu ponto de abrigo, onde me sentirei segura, embora na maioria das vezes não o faça. Prefiro viver as emoções dentro de mim e não partilhá-las com o exterior. Às vezes até gostava de ser diferente, de soltar tudo cá para fora com facilidade como outras pessoas o fazem, porque para mim também não é fácil ser assim. Mas não, não nasci dessa forma e tive de aprender a lidar comigo própria. Parece-me a mim que ambos também têm de aprender a lidar com a minha maneira de ser, pois por vezes ainda surgem momentos de incompreensão gerados em torno deste assunto.
Ainda assim, considero que a relação que tenho com vocês é uma boa relação baseada na sinceridade e na confiança. As eventuais discussões que acontecem gosto de lhes chamar de "conflitos de geração" que vão e vêm. Há alturas melhores e alturas piores e nunca conheci uma família que vivesse constantemente num harmonioso mar de rosas. Independentemente disso, gosto muito de vocês e dos bons momentos que me proporcionam.
Sei que ao longo destes quinze anos têm me acompanhado e preparado o meu caminho, mas um dia vou ter que ser eu a dar o próximo passo sozinha e seguir em frente nesta longa jornada que é a vida.
Um obrigada por tudo.

Com amor, Patrícia


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

1# LETTER TO YOUR BEST FRIEND

Uma carta para o meu melhor amigo(a)
Antes de começar, gostaria de aqui dizer que há duas pessoas na minha vida com as quais partilho este mesmo sentimento de melhor amigo, de serem mesmo as melhores para mim, desde sempre. Por isso, seria injusto da minha parte utilizar esta carta para me dirigir a uma de vós e não referenciar a outra, pois ambas têm um significado muito especial para mim. Então, uma vez que as duas são muito diferentes uma da outra e cada uma leva no coração uma parte diferente de mim, decidi utilizar diferentes cartas para me dirigir a cada uma de vós, sem me querer basear no padrão propriamente dito de “melhor amigo”. Espero ter conseguido feito entender-me, aos leitores e, sobretudo às duas. Obrigada. :)


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Catarina,
Acompanhas-me desde sempre. Desde as mais puras e inocentes conversas, até aos dias de hoje, àquilo que nos fomos transformando ao longo dos anos.

Na memória, ficam todas as nossas brincadeiras de criança que já lá vão e tantas outras coisas que se passaram entre nós as duas. A nossa cumplicidade foi evoluindo ao longo dos anos e alcançou o auge nos últimos tempos com o nosso reencontro numa mesma escola, numa mesma turma. No entanto, as coisas nem sempre foram como são hoje em dia e não posso negar o contrário. Mas o destino quis juntar-nos de novo e fê-lo com força.

Acredito que tenhamos aprendido muito uma com outra. Sem tu própria saberes (acho eu), mostraste-me coisas que mais ninguém me mostrou. Ensinaste-me a ver o lado simples da vida, das coisas, de tudo. Ensinaste-me a dar valor a pormenores que, por vezes, fazem toda a diferença. Somos tão diferentes em tanta coisa, na personalidade por exemplo e, tão parecidas noutras. Eu nunca serei como tu e tu nunca serás como eu. Mas completamo-nos tão bem uma à outra.
Admiro muito a tua família. Tão grande, tão unida, tão cheia de amor e tu, lá no meio. Serás sempre a peça fundamental para completares o puzzle que vos constitui.
Por vezes acho-te um pouco desligada e demasiado distraída quando os problemas chegam às tuas mãos. Tentas esquecê-los e passá-los à frente como se nada fossem. Como não sou nada assim, isso faz com que por vezes seja um pouco dura contigo só por querer o teu bem. No fundo, sei que estás a ser tu própria e não sou eu quem vai mudar a tua essência e maneira de ser. Nem quero fazê-lo nunca; sei que sabes disso e eu, gosto de ti assim, tal como és. Tu tens o teu mundo e eu tenho o meu. Ambas partilhamo-los uma com a outra e só ficamos a ganhar com isso.
Por último, queria agradecer-te por aquilo que és comigo e que sempre foste. Nunca vou esquecer os bons momentos que já me proporcionaste: os risos, as gargalhadas, as noites, os dias, as conversas sem fim e tudo aquilo que só nós sabemos.
Um obrigada do fundo coração, por dares um toque de cor à minha vida, de uma forma que só tu mesmo consegues dar. E sê feliz, sempre.


Com amor, Patrícia.

Quarto Desafio

Vi este desafio no blog da Cátia Castro (http://catiacv.blogspot.com/) e decidi desafiar-me a mim própria, pois achei-o bastante interessante e complexo também. O desafio consiste em escrever uma carta sobre cada tema ou para uma pessoa em particular nele referido.
Algumas das cartas serão mesmo um desafio escrevê-las. Daqui em diante publicarei uma carta de cada vez, intercalando-as com outros textos, fotografias, etc.
As trinta cartas:
#1 LETTER TO YOUR BEST FRIEND
#2 LETTER TO YOUR CRUSH
#3 LETTER TO YOUR PARENTS
#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)
#5 LETTER TO YOUR DREAMS
#6 LETTER TO A STRANGER
#7 LETTER TO YOUR EX-BOYFRIEND/GIRLFRIEND/LOVE/CRUSH
#8 LETTER TO YOUR FAVOURITE INTERNET FRIEND
#9 LETTER TO SOMEONE YOU WISH YOU COULD MEET
#10 LETTER TO SOMEONE YOU DON'T TALK AS MUCH AS YOU'DE LIKE TO
#11 LETTER TO A DECEASED PERSON YOU WISH YOU COULD TALK TO
#12 LETTER TO THE PERSON YOU HATE MOST/CAUSED YOU A LOT OF PAIN
#13 LETTER TO SOMEONE YOU WISH COULD FORGIVE YOU
#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM
#15 LETTER TO THE PERSON YOU MISS THE MOST
#16 LETTER TO SOMEONE THAT'S NOT IN YOUR CITY OR COUNTRY
#17 LETTER TO SOMEONE FROM YOUR CHILDHOOD
#18 LETTER TO THE PERSON YOU WISH YOU COULD BE
#19 LETTER TO SOMEONE THAT PESTER YOUR MIND - GOOD OR BAD
#20 LETTER TO THE ONE THAT BROKE YOUR HEART THE HARDEST
#21 LETTER TO SOMEONE YOU JUDGEG BY THE FIRST IMPRESSION
#22 LETTER TO SOMEONE YOU WANT TO GIVE A SECOND CHANCE TO
#23 LETTER TO THE LAST PERSON YOU KISSED
#24 LETTER TO THE PERSON THAT GAVE TO YOU YOUR FAVOURITE MEMORY
#25 LETTER TO THE PERSON YOU KNOW THAT IS GOING THROUGH THE WORST OF TIMES
#26 LETTER TO THE LAST PERSON YOU MADE A PINKY PROMISE TO
#27 LETTER TO THE FRIENDLIEST PERSON YOU KNEW FOR ONLY ONE DAY
#28 LETTER TO SOMEONE THAT CHANGED YOUR LIFE
#29 LETTER TO THE PERSON THAT YOU WANT TELL EVERTHING TO, BUT TOO AFRAID TO
#30 LETTER TO YOUR REFLECTION IN THE MIRROR

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Terceiro Desafio.

1. Signo: Carneiro
2. Data de Nascimento: 15/04/95
3. Cor de olhos: Castanhos Escuros
4. Altura: 1.58m
5. Comprometida ou solteira? Encontro-me numa relação estável.
6. Qual é o teu nome do meio? Quintino.
7. Se fosses arrastada para uma guerra, irias sobreviver? Faria por isso e não ia desistir da minha vida.
8. Qual é a cor da tua roupa interior hoje? Branca.
9. Dormes com a tv ligada? Não.
10. Consegues escrever rápido no computador? Sim.
11. Quando foi a última vez que escolheste um duche em vez de um banho de imersão? Tomo sempre duche, raramente opto por um banho imersão por isso não me lembro.
12. Com quem é que tu sabes que podes sempre contar? Comigo e com os meus.
13. Estás a beber alguma coisa neste momento? Não.
14. Falas enquanto dormes? Não.
15. Qual é a foto que tens no fundo do ambiente de trabalho? Uma imagem dum tigre.
16. Tens o sono profundo? Sim.
17. As outras pessoas acham-te atraente? Sim, algumas.
18. Sentes saudades de alguém neste momento? Sim.
19. Quando foi a última vez que disseste a alguém que o amavas e realmente sentias? Hoje.
20. Qual foi o último desporto que praticaste? Karaté
21. Como te sentes hoje? Bem :)
22. Quem foi a última pessoa com quem partilhaste a cama? Não me lembro de alguma vez ter partilhado a minha cama com alguém. Mas ainda estou muito a tempo!
23. Alguma vez foste mordida por alguém? Sim já :p
24. Alguma vez mordeste alguém? Sim.
25. Qual é a pior coisa no sexo oposto? Em algumas situações não têm a noção do impacto que cada palavra dita e ouvida, tem.
26. O que está no fundo do teu guarda-roupa? Caixas com colares e pulseiras, uma caixa com recordações e almofadas.
27. Qual foi a última coisa que tiveste na tua boca? Uma ameixa.
28. Qual é a tua filosofia de vida ? Vivo o presente, um dia de cada vez.
29. Com o que é que estás ansiosa? Estou sempre ansiosa com muita coisa.
30. Alguma vez trepaste para uma janela? Não me lembro.
31. Que três coisas te levam sempre a sítios? Os pés, o coração e a força de vontade.
32. Tens uma queda por alguém? Sim, uma grande queda por sinal.
33. Quão frequentemente falas ao telefone? Depende da necessidade de o fazer e da minha vontade.
34. O que fazes quando ninguém está a ver? Só a mim me diz respeito!
35. Há algo que queiras e não possas ter? Neste momento, não.
36. Três coisas que reparas de imediato no sexo oposto: Dentes, olhos e cabelo.
37. Onde está o teu telemóvel? Em cima da cama.
38. O que foi a última bebida alcoólica que bebeste? Champanhe, num aniversário dum familiar.
39. Qual é a tua cor favorita? Vermelho.
40. Qual foi o último filme que foste ver ao cinema? Uma Noite Atribulada
41. Que música estás a ouvir? Out Of Reach, Gabrielle
42. Quem foi a última pessoa com quem falaste? Daniela Teixeira.
43. Usas que champô? Schwarzkopf Gliss xD
44. Mais velha, do meio, mais nova ou simplesmente uma criança ? Sou filha única.
45. Quem admiras? Os meus pais.
46. O que te faz mais feliz? Passar bons momentos junto daqueles que amo.
47. O que é que odeias? Que me mintam.
48. O teu homem perfeito? O meu Diogo.
50. O melhor tipo de festa? Uma festa de verão!
51. O que te vês a fazer daqui a 10 anos? Espero estar realizada, talvez já empregada e ainda assim a ter tempo para os meus hobbies, fotografia e desenho.
52. Bebida alcoólica? Não costumo beber.
53. Shots? Nunca bebi.
54. Perfume? Pacific Paradise, Escada. Mas actualmente uso perfume de côco e de cereja, da Yves Rocher.
55. Filme?A Praia
56. Sítio? Nova Iorque.
57. Número? 7, 5 e 9.
58. Mês? Abril.
59. Gelado? After-Eight ; Café
60. Dia do ano? 11.
61. Flor? Rosas.
62. Já alguma vez fizeste um papagaio voar? Não me lembro.
63. Alguma vez comeste um cachorro quente? Claro que sim!
64. Alguma vez bebeste leite do pacote? Sim.
65. Alguma vez ganhaste um concurso de soletrar? Nunca participei em nenhum.
66. Alguma vez tiveste na casa de banho do sexo oposto? Sim, várias vezes.
67. Curtiste com alguém em frente a uma multidão animada? Prefiro a privacidade.
68. Já alguma vez amaste alguém de verdade? Sim.
69. Alguma vez partiste um osso? Sim, já.
70. Alguma vez cantaste num palco? Não.
71. Alguma vez caíste duma cadeira? Sim.
72. Alguma vez ficaste com a língua colada a um gelo? Sim.
73. Alguma vez fizeste bumgee jumping? Não.
74. Alguma vez saltaste de uma rocha? Não.
75. Alguma vez choraste p'ra te safares de sarilhos? Não.
76. Alguma vez jogaste strip poker? Não, mas não me importava de experimentar.
77. Beijaste alguém que não conhecias? Não.
78. Estiveste perto de morrer? Não .
79. Nadaste no oceano? Sim.
80. Alguma vez levaste pontos? Sim.
81. Alguma vez foste hospitalizada? Sim.
82. Dia ou noite? Noite.
83. Sol ou chuva? Os dois.
84. Dormes com algum peluche? Não.
85. A tua posse que mais prezas? A minha família.
86. Danças bem? Digamos que, gosto de dançar!
87. Já alguém, para além da tua família, te disse que te amava? Sim .
88. Quantos piercings tens? Não tenho piercings.
89. Diz o nome de 5 coisas que estejas a usar: Soutien, cuecas, calças, top e brincos.
90. Alguma tatuagem? Não, mas quero fazer.
91. Que tipo de bêbeda és tu? Nunca me embebedei e não tenciono fazê-lo.
92. Gostas de ti? Sim, bastante.
93. Beijos, ou abraços? Beijos e abraços.
94. A última pessoa que abraçaste? O Diogo.
95. A última coisa que compraste: As propinas para a matrícula LOL
96. A última pessoa que te mandou uma sms: Diogo Parente
97. A última vez que tomaste banho: Hoje.
98. És demasiado tímida p'ra convidar alguém p'ra sair? Não.
99. O que estás a pensar? Na resposta que estou a escrever.
100. A melhor maneira para que alguém saiba que gostas dela é...? Confiar nas minhas palavras, apenas.
101. Tu sabes que eu gosto de ti, se...? Se me deres provas suficientes e credíveis de que gostas mesmo de mim.
102. Gostas de chocolate? Adoro.
103. Quanto dinheiro tens? Algum.
104. Onde te queres casar? Num local bonito e pacífico, onde a mãe natureza esteja bem presente.
106. O que queres ser na vida? Engenheira Civil ou Electrotécnica. Mas só o tempo me dará certezas.
107. Preferias morrer queimada ou afogada? Afogada .
108. Preferes dar ou receber uma massagem? Receber. Dar também, mas depende da pessoa.
109. Há algum Tiago no teu circulo de amigos? Não.
110. Beijaste alguém no teu círculo de amigos? Sim.
111. Com quantas pessoas do teu círculo de amigos já estiveste bêbeda? Com nenhuma, porque tal como disse à bocado, nunca me embebedei e não tenciono fazê-lo. Gosto de estar lúcida e consciente da realidade.
112. Guardas rancor? Não.